
INÍCIO DO PROJETO: 3 URSINHOS- TAMPINHA (DEFICIENTE VISUAL), MÔNIKA (DEFICIENTE FÍSICA) E SNOOP (DESNUTRIDO). 2005

INÍCIO DA 2ª FASE: AGORA SÃO 6 URSINHOS-SNOOP, MÔNIKA E TAMPINHA (1ª FASE), BRUNO (OBESO), CAROL (SURDA/MUDA) E ANINHA (NEGRA). 2006
JUSTIFICATIVA
Sendo a inclusão um dos objetivos das Instituições Educacionais, evidente se torna um trabalho em caráter preparatório que envolva – não somente a equipe educativa, mas também as crianças – agentes primordiais neste processo. O Presente projeto visa proporcionar ao educador, subsídios para um trabalho lúdico e conscientizador em torno das diferenças. A criança na faixa etária entre 3 a 6 anos principalmente, é dotada de grandes capacidades de socialização, geralmente ela reage bem a este processo e identifica qualquer diferença física ou atitudinal à sua volta. O trabalho contínuo em torno do tema proposto deve se iniciar nesta fase, onde a criança será levada a respeitar e conviver com todas as diferenças.
As diferenças não devem ser tratadas como se não existissem, a criança deverá percebê-las e ser solidária a elas. Portanto, necessário se faz um trabalho educativo abordando este assunto tão importante para um processo inclusivo significativo.
PÚBLICO ALVO
O projeto se destina a crianças na faixa etária de 3 a 6 anos que freqüentam Creches e ou Escolinhas de Educação Infantil, exclusivamente.
LOCAIS ONDE O PROJETO SERÁ DESENVOLVIDO
O projeto será desenvolvido nas dependências da Instituição Educacional, em passeios e nas residências das famílias das crianças envolvidas no projeto.
OBJETIVOS
Geral:
- Respeitar e conviver com as diferenças;
Específicos:
- Familiarizar com o processo de inclusão
- Identificar vários tipos de diferenças;
- Reconhecer as dificuldades enfrentadas por deficientes físicos e visuais;
- Desenvolver a solidariedade;
- Compreender a importância do saber cuidar do outro;
- Estimular a afetividade e o cuidar do outro

PALESTRA SOBRE O PROJETO
Segundo Piaget apud Almeida (1998), a criança de 2 a 4 anos aproximadamente se encontra na fase simbólica. E esta é uma das fases mais importantes para o desenvolvimento intelectual. Na fase intuitiva (4 a 6/7 anos) aproximadamente, Piaget considera que os jogos passam a ter uma seriedade absoluta na vida das crianças. No momento em que brinca, a criança consegue assimilar realidades intelectivas, que de outro modo não aconteceriam. Até os seis anos, aproximadamente, a criança define grande parte de seu desenvolvimento físico, mental, afetivo (equilíbrio emocional e social). A participação dos pais e professores é importantíssima nessa etapa.
De acordo com Wallon (1992), através da afetividade a criança externa seus desejos e suas necessidades; o movimento proporciona a manifestação de sua emoção; o trabalho do “conflito” entre realidade interna (da criança) e a realidade externa (do mundo) acontece pela inteligência; o eu só se desenvolve com o outro, Psicogenética social; eu sei controlar minhas emoções através da inteligência emocional. Então, nesta fase as emoções, o cuidado consigo mesmo e com o outro e a solidariedade são perfeitamente assimilados pela criança, o que refletirá em todos os seus aspectos. Sendo a infância, uma fase significativa em todos os aspectos, prudente se torna a realização de um trabalho em torno das “diferenças”, pois somente um projeto dentro das Instituições escolares, envolvendo as famílias e a sociedade poderá fazer com que as diferenças sejam encaradas com respeito, aceitação e solidariedade.
DETONADOR
Três casais de ursinhos de pelúcia apresentando as seguintes atribuições:: deficiência visual, deficiência física (ausência de um membro), desnutrição, obesidade, raça negra, deficiente auditivo. Sendo que na primeira etapa do Projeto, somente três bichinhos participam. Cada ursinho deverá ter uma “mochilinha” contendo roupas e objetos pessoais.
DESENVOLVIMENTO
O Projeto acontece em duas etapas, na primeira fase uma senhora (determinada pela equipe que executa o projeto, necessita viajar com urgência e não tem como levar seus três amiguinhos (ursinhos), pelos quais sente grande afeição. Ela resolve pedir as crianças da Instituição que cuidem deles, ressaltando que são diferentes e comentando sobre suas diferenças. Durante a primeira semana, os ursinhos permanecem na Instituição, a fim de que os educadores preparem as crianças para este trabalho, orientando a respeito das diferenças de cada bichinho, escolha dos nomes, distinção de qual ursinho fica em determinada sala ( Sugestão: sorteio), cuidados com os bichinhos, enfim,explicações gerais em torno do Projeto. A partir da segunda semana diariamente uma criança deve cuidar do ursinho dentro da Instituição, levando-o para casa, juntamente com a sua “mochilinha”, onde deve cuidá-lo e trazê–lo de volta no dia seguinte. Em fins de semana cada bichinho fica sob a responsabilidade de um profissional da Instituição, evitando possíveis contratempos que prejudicam a evolução do projeto. Exemplificando: um membro da família que não tem envolvimento com o trabalho, fazer algum tipo de comentário contrário à evolução do mesmo. A equipe de especialistas (psicólogo, nutricionista, assistente social, pedagogo, psicopedagogo e outros) estará interagindo o tempo todo. Durante este trabalho a senhora que os deixou na Instituição, telefona várias vezes para saber sobre os ursinhos. Nas férias do meio do ano, ela vem buscar os bichinhos para ficar com ela, trazendo-os de volta em agosto, juntamente com outros três ursinhos que também se integrarão ao projeto dando continuidade ao trabalho proposto.
O apoio de um profissional da área de Psicologia é muito importante para o bom desenvolvimento do processo, pois durante a execução dele vários sentimentos são demonstrados pelas crianças.

APRESENTAÇÃO DO PORTFÓLIO COM ATIVIDADES FEITAS PELAS CRIANÇAS.
SUGESTÕES DE ATIVIDADES
- Escolha dos nomes dos ursinhos;
- Campanha de arrecadação de roupas para os bichinhos;
- Os ursinhos acompanharão as crianças em todas as atividades diárias da Instituição: repouso, almoço, atividades psicomotoras, parque, ludoteca, brinquedoteca, atendimentos médico, odontológico e psicológico, Hora do conto, banhos, lanches, passeios, festividades promovidas pela instituição,etc.
- Roda da conversa proporcionando momentos para as crianças relatarem suas vivências com os bichinhos;
- Convidar deficientes para falarem sobre suas dificuldades com as crianças;
- Rodízio dos bichinhos por todas as salas de aula, com o objetivo de conviverem em que as crianças vivenciem as dificuldades enfrentadas por pessoas “diferentes” . Exemplos: atividades com olhos vendados, ausência de um dos membros ( braço para trás), ouvidos tampados, conversa por mímicas, etc.
- Convidar especialistas em libras e braile para realizarem oficinas com as crianças e os pais;
- Contação de histórias e exibição de filme infantis que explorem as diferenças;
- Esclarecimentos nutricionais sobre desnutrição e obesidade.

A MÚSICA URSINHO PIMPÃO (BALÃO MÁGICO) É UTILIZADA EM MINHAS PALESTRAS E EM ATIVIDADES COM AS CRIANÇAS.
RECURSOS MATERIAIS
- Seis ursos de pelúcia previamente selecionados,
- Sacolas (mochilinhas), roupas, objetos pessoais (escovas de dentes, pentes, sabonetes, saboneteiras, etc.) para cada urso, livros de literatura infantil, venda de olhos, DVDs, fitas VHS.
RECURSOS HUMANOS
Equipes: educativa e de especialistas da Instituição, crianças e suas famílias.
RECURSOS FINANCEIROS
Todo o material poderá ser adquirido com parcerias, interação com a comunidade ou, caso a Instituição prefira, o material poderá ser comprado. Neste caso não há como afirmar um custo, visto que os ursinhos, as roupas e as mochilinhas poderão ser de diversos jeitos, tornando impossível o cálculo destes valores.
AVALIAÇÃO
Acontecerá a todo momento, priorizando as mudanças atitudinais das crianças. Os registros poderão ser feitos através de dramatizações, musicalizações, desenhos, massinhas de modelar etc.
REFERÊNCIAS
Piaget, Vygotsky, Wallon: Teorias Psicogenéticas em Discussão. São Paulo: Summos-1992.
ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação Lúdica: Técnicas e Jogos Pedagógicos. Loyola 1998.
BASSEDAS, Eulália. Aprendes e Ensinar na Educação Infantil – Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.

HOMENAGEM QUE RECEBI DA CRECHE PELO SUCESSO DO PROJETO "RESPEITANDO E CONVIVENDO COM AS DIFERENÇAS"
Autora: Angela Adriana de Almeida Lima